A filantropia e as doações destinadas a amenizar os impactos de pandemia de covid-19 ultrapassaram R$ 5,5 bilhões no Brasil. Um montante, sem dúvida, bastante elevado para um País que historicamente não tem uma cultura de doação.
O Brasil é o 74º colocado no Ranking Global de Solidariedade da Charities Aid Foundation (CAF), que consolidou os dados de uma década em 126 países, com 28% de doadores como pessoa física. Os 10 primeiros países do ranking de filantropia têm pelo menos 50% doadores em sua população.
O volume de doações e o significativo aumento de doadores com a eclosão da pandemia nos fazem crer que podemos estar avançando na criação de uma cultura até então, praticamente, inexistente no País, que é a doação de recursos para iniciativas que contribuam com melhorias para a sociedade.
Um dos principais focos do Cambridge Institute for Family Enterprise – e em minha nova função de professor no MIT – é acompanhar o modo como certas disrupções estão moldando o futuro das empresas familiares e seus acionistas.
Por: John Davis
Mudanças tecnológicas, globalização, mudanças sociais e demográficas, degradação ambiental e o colapso do discurso governamental e político – para citar apenas alguns problemas – estão impactando as empresas familiares e seus acionistas de maneiras significativas. O impacto dessas forças vai muito além de remodelar setores e de afetar o modo como se faz negócios (o que, onde e como se vende, compra e produz; como se prepara a organização para mudanças; como se recruta, desenvolve e retém bons talentos).
Essas forças também extinguem as formas tradicionais com que as famílias são acionistas de suas empresas, investem sua riqueza, gerenciam suas famílias e pensam no sucesso de longo prazo. Elas afetam o portfólio de investimentos e os horizontes temporais das famílias (em que empresas ou ativos escolhem investir e por quanto tempo), como estruturam a propriedade e a governança de suas empresas, as formas de obter capital para crescimento e como orientar e unir a família em si.
Taittinger é um exemplo bem-sucedido de empresa familiar que conseguiu se reinventar, preservando valores como ética, dever e modéstia.
Uma das maiores e mais distintas marcas de champanhe do mundo, a Taittinger, é uma das poucas casas de champanhe da França que há quase um século continua nas mãos da mesma família. Dona de clássicos, como o cuvée Comte de Champagne, que fazem parte da wish list dos amantes da bebida, a Taittinger é uma das joias da cidade de Reims, conhecida como ‘‘Ville des Sacres” (Cidade Sagrada) devido ao grande número de reis da França que foram coroados na famosa Catedral de Notre Dame de Reims, entre os anos de 1027 e 1825.
Nas cerimônias de coroação, realizadas na catedral de estilo gótico, era costume servir champanhe, o que contribuiu para disseminar sua fama. Por isso, ficou conhecida como a bebida de reis e rainhas. Desde a década de 1940, a Taittinger está sediada sobre a abadia de Saint-Nicaise, local onde monges trabalharam desde o século 13.
Patrícia Villela Marino é empresária e empreendedora social, e leva projeto de reintegração para dentro das prisões e abre novas perspectivas para mulheres que querem romper um ciclo de violência e criminalidade.
No dia de seu casamento com Ricardo Villela Marino, os noivos substituíram os presentes por doações a projetos sociais e arrecadaram US$ 250 mil, distribuídos entre três instituições beneficentes: o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), o Instituto Rodrigo Mendes e a Associação Cruz Verde.
Desde então, o investimento de capital social privado em ações de impacto social fazia parte da vida da empresária e empreendedora cívico-social e de seu marido, presidente do Conselho Estratégico do Itaú Unibanco para a América Latina.
Investimentos alternativos ajudam a diversificar o portfólio e a proteger o patrimônio das oscilações de mercado
Paz Ambrosy, professora da IE Business School, founding partner do Global Institutional Investors (GII) e uma das consultoras de investimentos mais influentes do mundo, costuma dizer que não há fórmula mágica para ganhar dinheiro, mas deve-se levar em conta os investimentos alternativos.
“Na hora de investir, um dos erros mais comuns dos Family Offices é achar que serão bem-sucedidos em qualquer negócio. Outro é colocar seu capital em negócios que não conhecem, não entendem a geração de caixa e que não oferecem uma gestão transparente”, diz ela.
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