Com dez anos de experiência à frente do family office das famílias Setubal e Villela, Flávia Camanho mostrou, no Family Office Summit Belo Horizonte 2026, por que estruturar fóruns, regras, papéis e processos é fundamental para preparar famílias empresárias para a sucessão e a continuidade do patrimônio e por que a governança da família precisa ser construída de acordo com seu momento e suas necessidades.
Acordo de acionistas atualizado. Fóruns estruturados para discutir os temas relevantes da família. Regras para a entrada das novas gerações no negócio. Critérios de avaliação para familiares que trabalham na empresa. Plano de sucessão. Processos de comunicação. Conselhos de família, de sócios e de administração. Foi com uma espécie de teste sobre esses temas que Flávia Camanho iniciou sua palestra no Family Office Summit Belo Horizonte 2026.
Durante o Family Office Coffee, realizado pelo Fórum Brasileiro da Família Empresária (FBFE) e pela Capri Family Office, Flávia Camanho, especialista em estruturação e gestão de family offices, compartilhou seus valiosos conhecimentos.
Formada em psicologia, ela iniciou sua carreira como estagiária no Grupo Pão de Açúcar, onde teve a oportunidade de observar de perto a dinâmica de uma grande empresa familiar. Continue lendo
A filantropia e as doações destinadas a amenizar os impactos de pandemia de covid-19 ultrapassaram R$ 5,5 bilhões no Brasil. Um montante, sem dúvida, bastante elevado para um País que historicamente não tem uma cultura de doação.
O Brasil é o 74º colocado no Ranking Global de Solidariedade da Charities Aid Foundation (CAF), que consolidou os dados de uma década em 126 países, com 28% de doadores como pessoa física. Os 10 primeiros países do ranking de filantropia têm pelo menos 50% doadores em sua população.
O volume de doações e o significativo aumento de doadores com a eclosão da pandemia nos fazem crer que podemos estar avançando na criação de uma cultura até então, praticamente, inexistente no País, que é a doação de recursos para iniciativas que contribuam com melhorias para a sociedade.
Um dos principais focos do Cambridge Institute for Family Enterprise – e em minha nova função de professor no MIT – é acompanhar o modo como certas disrupções estão moldando o futuro das empresas familiares e seus acionistas.
Por: John Davis
Mudanças tecnológicas, globalização, mudanças sociais e demográficas, degradação ambiental e o colapso do discurso governamental e político – para citar apenas alguns problemas – estão impactando as empresas familiares e seus acionistas de maneiras significativas. O impacto dessas forças vai muito além de remodelar setores e de afetar o modo como se faz negócios (o que, onde e como se vende, compra e produz; como se prepara a organização para mudanças; como se recruta, desenvolve e retém bons talentos).
Essas forças também extinguem as formas tradicionais com que as famílias são acionistas de suas empresas, investem sua riqueza, gerenciam suas famílias e pensam no sucesso de longo prazo. Elas afetam o portfólio de investimentos e os horizontes temporais das famílias (em que empresas ou ativos escolhem investir e por quanto tempo), como estruturam a propriedade e a governança de suas empresas, as formas de obter capital para crescimento e como orientar e unir a família em si.
No Brasil, 70% das empresas familiares morrem porque não conseguem chegar à geração seguinte; o real problema e sua solução podem não ser muito óbvios.
Narciso era uma criança tão bela que sua mãe, Liríope, preocupada, decidiu consultar um sábio sobre como criá-lo. Tirésias disse que o menino só teria vida longa se jamais visse a própria imagem. Mas, um dia, Narciso dirigiu-se a um lago e, ao ver sua imagem refletida ali, enlouqueceu de amor pelo próprio reflexo, sem olhos para mais nada. Mergulhou n’água e desapareceu em busca do objeto de sua paixão, sem reconhecer que era ele mesmo.
Partindo desse mito, a psicanálise desenvolveu o conceito de narcisismo, que remete à pessoa que nutre paixão por si mesma. Um tanto de amor próprio é necessário para confirmar e sustentar a autoestima, é claro, mas o exagero costuma ser prejudicial, não apenas ao convívio social como ao trabalho e à vida da pessoa.
Se você é membro, acionista, herdeiro ou executivo de uma empresa familiar, acesse conteúdos excluivos sobre governança, profissionalização da empresa, Family Offices e gestão de patrimônio.
Fique por dentro de tudo que acontece no universo do Family Business.