Conselho de Família – Cofa foi o tema que Nelson Cury Filho, fundador do Fórum Brasileiro da Família Empresária-FBFE, discorreu no FBFE Mulher 2021. Como consultor, ele tem atuação singular na capacitação dos membros familiares e defende a criação do Cofa como uma das ferramentas indispensáveis para a governança familiar.
Conselho de Família – Cofa: o que é, qual a sua importância e por quê montá-lo?
Conselho de Família tem como um de seus objetivos separar as relações familiares das relações profissionais. Garantir que a família não impacte negativamente nos negócios é uma de suas funções primordiais e aponta a direção que o grupo deseja imprimir nos negócios. O Conselho, ou consilium do latim, remete à sabedoria e discernimento
Quem nunca se questionou sobre os rumos que a própria vida estava tomando? Foi em um desses momentos de autorreflexão que a economista Francine Mendes, sócia da Genial Investimentos, se perguntou se estava lucrando em todas as áreas da sua vida (nos relacionamentos, na maternidade e na vida profissional) e resolveu criar a primeira plataforma de investimentos voltada exclusivamente ao público eminino, o Elas Que Lucrem (EQL).
A trajetória de empreendedorismo de Francine tem início em 2005, quando fundou em Santa Catarina um dos primeiros escritórios de investimentos do estado. Durante o processo, percebeu que independência financeira e emocional são amigas inseparáveis. Logo, o fracasso em uma dessas áreas da vida pessoal levava ao insucesso na outra.
No FBE Mulher 2021, a economista apresentou em primeira mão o propósito do Elas Que Lucrem, que nasce para capacitar mulheres a serem independentes em suas emoções e nos seus investimentos. Afinal, qual é a diferença da mulher que lucra para a mulher que não lucra?
Estrategista de comunicação e CEO da consultoria N Ideias, Nizan Guanaes disse que os empresários não podem “se apaixonar” mais pelo negócio do que pela oportunidade, mas precisam estar preparados para ter vários negócios ou diversas fases do negócio.
Empreendedores precisam se reinventar o tempo inteiro para acompanhar as profundas transformações que caracterizam o chamado mundo VUCA ( Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity), segundo o estrategista Nizan Guanaes , CEO da consultoria N Ideias, na palestra de encerramento do Family Business Innovation, realizado pelo Fórum Brasileiro da Família Empresária (FBFE)
Para Guanaes, os empresários têm uma decisão fundamental a ser tomada neste contexto de grande volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade: se serão “vivedores” ou “morredores”. “O vivedor é aquele que enfrenta o problema com perspectiva e quer viver, enquanto o morredor, na mesma circunstância, já é derrotado porque pensa para baixo”, explicou.
Um dos maiores influenciadores sobre inovação, o jornalista Ivan Moré aplicou o conceito de desobediência produtiva no contexto da sucessão familiar e reforçou que o negócio pode subir degraus em valores, propósitos e resultados se o fundador estiver aberto a compartilhar poder e o sucessor entender a maneira como o patriarca pensa e fizer as adaptações conforme os novos pontos de vista
“É possível alcançar resultados incríveis – ou, pelo menos, diferentes – se você pensar fora da caixa diante de uma circunstância que promove em você a inquietação”, declarou o fundador da plataforma Desobediência Produtiva. Ele abriu o último quinto e último dia do Family Business Innovation, evento realizado pelo Fórum Brasileiro da Família Empresária (FBFE).
De maneira descontraída, Ivan More falou sobre a trajetória profissional de 20 anos na Rede Globo, para exemplificar que estava sempre buscando quebrar protocolos e entregar mais do que o esperado, tendo como base a chamada desobediência produtiva, que envolve o tripé: percepção do entorno, confiança em si e na equipe e coragem para “dar o chute seguro”.
Filipe Callil, co-fundador e CEO do ClapMe, disse que a startup precisou se reinventar mais de uma vez para sobreviver, sendo hoje uma destacada empresa brasileira que atende o mercado publicitário, com produção e distribuição de conteúdo ao vivo.
Ter resiliência é fundamental na hora de empreender, sobretudo, quando o modelo de negócio a ser validado é disruptivo. “Desde o começo foi um desafio intenso”, contou Filipe Callil, co-fundador e CEO do ClapMe, ao apresentar o case de uma das mais inovadoras contechs brasileiras, durante o quarto dia do Family Business Innovation, evento realizado pelo Fórum Brasileiro da Família Empresária (FBFE).
A ClapMe surgiu em 2013, em São Paulo, com a expectativa de ser o “maior palco do mundo”, com transmissão ao vivo de shows, mas após enfrentar dificuldades precisou se reinventar mais de uma vez para sobreviver. Hoje atende o mercado publicitário, com produção e distribuição de conteúdo ao vivo.
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