O número de empresas familiares no mundo é cada vez maior e o grande desafio é permanecer nesta crescente de forma sustentável.
No final de 2016, o Boston Consulting Group (BCG) divulgou um estudo mostrando que as empresas familiares apresentaram crescimento de 21% no ano e rentabilidade de 5% no mesmo período. Já as empresas não familiares cresceram 18% e tiveram rentabilidade de 8% no período apontado.
Toda família empresária, proprietária de pequeno ou grande negócio, precisa constituir seu Conselho de Família-Cofa. É ele que dá o Norte, a direção que a família quer imprimir à sua empresa, além de cuidar especificamente dos interesses dos membros familiares, trabalhem eles ou na organização. Quem faz a recomendação é a professora da Fundação Dom Cabral e sócia-proprietária da Ekilibra Governança Integrada, Adriana Adler, em entrevista ao Fórum Brasileiro da Família Empresária-FBFE.
Adriana confirma: o Acordo de Acionistas é uma extensão, espelhamento do desejo da família. “Muitas vezes o núcleo nem constituiu ainda os conselhos de Administração e Consultivo da empresa, mas como já sabe o que quer, por estar cogitando a formulação do Acordo de Acionistas, esse é o momento de também implementar o Cofa.” Este nada mais é do que o fórum dos membros familiares para cuidar de temas como: educação/formação da próxima geração (herdeiros), guarda dos valores e legado da família, patrimônio (Family Office, liquidez, investimentos) e filantropia. Um fórum diferenciado, portanto, cuja quantidade de participantes deve se adequar ao porte, maturidade e necessidade da família.
Otimismo e pessimismo são traços fortes e estáveis que refletem nossas estratégias de enfrentamento. Vivemos em um mundo incerto. Para lidar com a incerteza, a maioria das pessoas basicamente supõe que as coisas vão acabar bem (os otimistas) ou mal (os pessimistas).
Então, aqui vai uma pergunta para refletir: é melhor ter um otimista ou um pessimista liderando uma organização familiar? Como vou mostrar a seguir, ambos têm características próprias que podem beneficiar um negócio, mas farão isso de maneira diferente, com objetivos diferentes.
A empresa familiar se profissionalizou. Como lidar com os membros familiares que deixam o negócio? Aposentam-se ou assumem outras funções? Como escolher um CEO? Nelson Cury Filho, idealizador do Fórum Brasileiro da Família Empresária – FBFE formula, de forma transparente e direta, questões que em muitas vezes não são abordadas de maneira madura e que interferem diretamente nos resultados dos negócios.
Hugo Nisembaum, especialista em Talent Performance da Grant Thornton, fala sobre os desafios da profissionalização da empresa familiar e como lidar com a saída de executivos que são membros da família. Para ele, independentemente da idade da pessoa, deixar a empresa sempre é um processo delicado e deve se priorizar sua segurança, levando em consideração quais são os seus desejos profissionais, pessoais e financeiros.
“Com o mínimo de dois sócios já dá para ter Acordo de Acionistas na empresa familiar.” Quem garante é Adriana Adler, professora da Fundação Dom Cabral e sócia fundadora da Ekilibra Governança Integrada, em entrevista a Nelson Cury Filho, fundador do FBFE. Numa definição bem prática, Acordo de Acionistas é um combinado de regras de convívio entre os sócios, cujo papel é importantíssimo para deixar claro direitos, deveres e obrigações de cada membro. Além de ser ferramenta substancial na prevenção e solução de conflitos na família empresária e de proporcionar tranquilidade aos negócios.
Adriana compara o Acordo de Acionistas ao seguro saúde: é para ficar na gaveta (sinal de precaução), mas se houver um imprevisto, estará lá, pronto para ajudar a família empresária. Em outras palavras: é melhor prevenir do que remediar. Assim, durante o processo de construção do Acordo, do qual devem participar todos os sócios atuais e futuros, o grande desafio será superar as divergências para se chegar ao consenso; já na implantação do Acordo, será colocar realmente em prática tudo o que foi combinado pelos acionistas.
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