Vai que dá! Uma entrevista exclusiva com Eduardo Lyra, da ONG Gerando Falcões
Prestes a completar 30 anos, Eduardo Lyra foi apontado pelo Fórum Econômico Mundial em 2014 como um dos 15 jovens brasileiros que podem mudar o mundo.
Por: Marília Muylaert
Nada mal para um menino que nasceu em uma favela em Guarulhos, São Paulo, e viu, ainda em sua tenra infância, o pai entrar para o mundo do crime e ser preso. Sua mãe, no entanto, foi o contraponto da história, estimulando-o a sonhar alto. Sempre dizia que não importava de onde ele tinha vindo, mas sim para onde queria ir.
Com o apoio dela, Edu escapou das estatísticas e não se envolveu com o mundo da criminalidade. Estudou duro e se formou jornalista. Lançou o livro Jovens Falcões (sucesso de vendas) onde escreveu a história de 14 jovens que nasceram em condições de extrema pobreza, mas, por determinação pessoal, transcenderam à origem humilde e conquistaram posições de destaque na sociedade.
Quando estava prestes a assumir um bom cargo em uma multinacional, a sensibilidade social bateu mais forte. Teve um chamado interno para olhar para o próximo. E foi assim que criou, em 2013, a Gerando Falcões, uma ONG de educação em Poá, município da Grande São Paulo, com foco em esporte, cultura, qualificação profissional e geração de renda.


Trabalhando com jovens herdeiros de diferentes idades, mas abaixo dos 45 anos, Daniela diz já perceber uma substancial mudança na forma como eles concebem seus papeis na sociedade, levando em conta serem os futuros donos das fortunas de suas famílias. Diferentemente da geração yuppie, para a qual só interessava o “dinheiro pelo dinheiro” (pessoas hoje entre 45 e 50 anos), as novas gerações se preocupam com sua inserção no mundo, com seu país, sua cidade, sua comunidade, o planeta, e podem restaurar valores perdidos. Seriam mais humanizadas e responsáveis com os demais seres humanos e a saúde do meio ambiente. Acompanhe o que ela diz:

