Ciro Aliperti, da SFA Investimentos, versou sobre como ser possível ganhar dinheiro investindo em ações de longo prazo, mesmo num ambiente econômico atual de juros altos e tantas incertezas, tanto no Brasil como no mundo.
Ciro Aliperti é o CIO da empresa e cuida da parte de investimentos da empresa, contou que a empresa, que é uma gestora independente com cerca de 400 milhões de Reais sob gestão, tem uma preocupação muito grande com governança e conta com comitês executivos, de risco, de compliance, de investimento e toda uma estrutura para apoiar seus profissionais na realização de bons investimentos. “Nossa equipe, que veio do mercado, é super alinhada” revela.
Em 2013, a SFA completa 10 anos de mercado e é focada em mercado de ações.
“Gostamos de capital aberto. Investimos em empresas, estudamos negócios e empreendedores para podermos investir com segurança. Somos investidores muito pacientes, de longo prazo e pacientes, com uma visão bem empresarial. Sabemos que quando o prazo de investimento é alongado, a possibilidade de retorno é maior”, ensina Ciro Aliperti.
Segundo ele, seu time é agnóstico a setores e geografias. Investem no Brasil e fora dele. A ideia é poder investir nos bons negócios onde é que eles estejam. A SFA é um fundo de alta convicção que estuda a fundo as empresas e quando encontra o negócio certo, tem convicção, tende a ser mais concentrada porque acredita que o conhecimento é escalável ao longo de tempo, além de cumulativo.
“Só é possível ter real conhecimento de um negócio depois de um longo período analisando aquele negócio”, diz. Por isso mudar de empresa a toda hora fará com que não se tenha um conhecimento tão profundo quanto o esperado. “Só quando se tem um valor concentrado é possível geral alpha (obter retornos acima da média do mercado) ao longo do tempo”, conta Ciro Aliperti.
Para a SFA a bolsa nada mais é do que um canal. Um supermercado para se adquirir bons negócios no momento e na hora que se quiser aqui no Brasil. A bolsa dá liquidez para os seus clientes para comprar bons negócios.
“Acreditamos em dois pilares na SFA: filosofia e processo. Eles ajudam muito na construção descentraliza do conhecimento. “Temos uma equipe que adora discutir os cases, desconstruir teses e para tanto, precisamos que flua por todos da equipe de investimentos”, revela.
Ciro Aliperti conta também que a SFA tem um conceito de portifólio único. Tem um fundo e é extremamente focada. As empresas competem para estar dentro deste fundo. Ele é membro de família empresária, trabalhou no Unibanco, no Itaú e, em 2013 fundou a SFA para fazer a gestão dos recursos em ações do Family Office da própria família.
“Minha família investe em empresas de capital aberto desde a década de 1970. Meu tio avô, que hoje não está mais vivo, foi quem começou a investir assim. Ele era genial, alguém à frente do seu tempo. Ele tinha negócios na economia real e começou a destinar os dividendos para empresas de capital aberto. Portanto a cultura de investimento em ações é muito antiga na minha família”, revela orgulhoso.
Hoje a SFA não faz mais parte do Family Office e em movimento recente começou a gerir outros Multifamily Offices. Hoje o Family Office da família é um investidor relevante do fundo. “Somos abertos para o mercado hoje”, diz Ciro.
A cultura forte é outra coisa muito importante para uma gestora de valores. Por isso toda a construção de equipe na empresa nos últimos 10 anos é calcada nessa cultura. Todo o time acredita de fato na forma de investir ou fazer gestão de recursos. Isso é algo muito importante para que todos falem a mesma língua lá dentro e para a perenidade do negócio.
O ambiente meritocrático também é muito valorizado na SFA, o que faz atrair e reter os melhores valores da indústria.
“O Family Office da minha família ainda é um cliente superimportante para a SFA. Ter recursos proprietários estáveis, garante um alinhamento muito poderoso e dá muita tranquilidade para que possamos investir dentro da nossa estratégia de longo prazo”, diz.
A SFA usa a bolsa para tornar seus clientes sócios de outros bons negócios e aponta um diferencial da sua empresa: liquidez. A bolsa permite ter liquidez. Se a SFA identificar que a empresa escolhida não está indo para um bom caminho, é possível desinvestir e investir em outro negócio. “A liquidez para nós é uma medida de risco”, conta ele.
A criação de riqueza vem do Compound (retorno sobre o retorno). Warrem Buffet ganhou na média, ano a ano, cerca de 20%, mas ganhou isso durante 60 anos. Foi o tempo que fez o patrimônio dele crescer de forma acentuada. As empresas são as que mais tem capacidade de Compound. As maiores fortunas do mundo foram construídas por grandes empresas. Investir nelas é o que há de melhor para fazer com o dinheiro.
“Nos últimos anos passamos por uma das maiores crises no Brasil (2015 em diante) e mesmo assim temos tido retornos superbons”, revela Ciro que destaca que hoje o preço dos ativos está excelente (muito depreciados), uma grande oportunidade para se investir.
O retorno acumulado em cinco anos deve ser bom e na SFA os resultados foram acima do CDI e acima do IBOVESPA. Retornos consistentes ajustados a riscos de longo prazo; essa é meta da SFA. “Figuramos entre os melhores fundos de janela longa do Brasil”, releva.
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