Durante jantar promovido pelo Fórum Brasileiro da Família Empresária em parceria com o Banco Vontobel, Dan Scott, Chief Investment Officer e Head of Multi-Asset da instituição suíça, compartilhou uma análise sobre os desafios e oportunidades que moldam o cenário econômico global e impactam diretamente as famílias empresárias.
A reflexão dialogou de forma direta com os temas centrais do encontro: identidade, pertencimento, legado, sucessão e continuidade, ao demonstrar que a preservação patrimonial e a preservação familiar possuem mais pontos em comum do que se imagina.
Em uma das palestras mais emocionantes do FBFE Mulher 2025, Fernanda Moraes, Art Advisor e especialista no mercado de arte, subiu ao palco para compartilhar uma perspectiva rara e intimista sobre legado, família e o poder das coleções de arte.
Filha de Márcio Moraes, incorporador e CEO da RFM, Fernanda falou sobre como a arte se entrelaça com as histórias familiares, criando conexões afetivas que atravessam gerações.
Sabrina Lawder, consultora tributária, trouxe à tona no palco do FBFE Mulher 2025, um dos temas mais relevantes, e infelizmente, ainda pouco debatidos com profundidade: o impacto da liderança feminina nas empresas familiares e o que ainda nos impede de alcançar a tão sonhada equidade.
A palestra se concentrou na pesquisa Women in Business 2025, realizada pela Grant Thornton há mais de 21 anos em diversos países.
Daniela Lupo trouxe a história centenária da Lupo, empresa que há mais de 104 anos veste o corpo e os pés dos brasileiros, para refletir sobre o papel das mulheres na construção de negócios e no fortalecimento de valores que atravessam gerações. Para ela, mais do que dirigir uma companhia, é preciso tecer, todos os dias, o fio do tempo que conecta passado, presente e futuro.
Sua fala lembrando a trajetória de seu bisavô, Henrique Lupo, que chegou ao Brasil em 1888, com apenas 12 anos, em um dia histórico: o da assinatura da Lei Áurea. Vindo de uma família de relojoeiros, ele trouxe consigo a disciplina do ofício e a capacidade de reinvenção. Ao contar episódios de coragem, como o período em que, ainda jovem, saía de bicicleta à noite para consertar relógios e sustentar os irmãos.
A história do Grupo Concreto, construtora com quase 50 anos e uma sólida presença no mercado imobiliário, é marcada por sua origem familiar. Miguel Safar Filho, acionista e CEO do Grupo, compartilhou essa trajetória com o público do Family Office Summit Brazil 2024, em Belo Horizonte. “O sonho que originou essa empresa nasceu com meus pais”, relembrou ele, ao contar sobre o início do negócio.
Desde cedo, ele e os dois irmãos participaram ativamente da construção e do crescimento da empresa, sempre movidos pela paixão que herdaram dos pais. Seu pai, Miguel Safar, descendente de libaneses e sírios, começou a carreira como vendedor em uma pequena loja de secos e molhados. Posteriormente, formou-se em engenharia civil pela Universidade Federal de Minas Gerais e trabalhou em grandes projetos pelo Brasil, como em portos, no Metrô de São Paulo e em Manaus.
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