Managing partner da Ahead Investment Consulting, Thiago Silveira, um dos palestrantes do Family Office Summit Brazil 2022, realizado no dia 21 de novembro, no Hotel Emiliano, em São Paulo, abordou a iniciativa que está viabilizando investimentos de famílias brasileiras no mercado asiático. Ele representa a plataforma Invest Hong Kong no Brasil, escritório criado pelo governo daquele país para atrair investidores.
“Estruturamos um desk, instalado no Rio de Janeiro, que oferece apoio desde a etapa de planejamento, setup, lançamento e expansão no negócio na Ásia. Grandes empresas brasileiras – como Alpargatas, Americanas e Bradesco – já se beneficiaram desse fluxo: por que não os family offices?”, sugeriu executivo da Invest Hong Kong.
Mantida pelo governo de Hong Kong, a Invest Hong Kong presta esses serviços sem cobranças de taxas e com uma estrita política de sigilo e governança. Thiago Silveira explicou que a oferta de serviços customizados é um atrativo para single e multi family office.
“Há oportunidades para abertura de filial, instalação de centro de serviços, criação de um braço de fundo de investimentos específico para Ásia ou holding company e incubadora de projetos de tecnologia”, listou.
Nesse último caso, Thiago Silveira citou a Great Bay Area (GBA), região geográfica formada pelas áreas urbanas de Cantão, Hong Kong, Shenzhen e Macau, e que desponta como um polo tecnológico comparável ao Vale do Silício, nos Estados Unidos.
“Olhando para o futuro, trata-se de uma localidade de presença obrigatória para empresas de tecnologia e investimentos”, afirmou.
Estudo do Boston Consulting Group (BCG) aponta que, em 2026, Hong Kong deverá ultrapassar a Suíça no ranking mundial de concentração de riqueza, atingindo a liderança. A confiança na prosperidade vem, segundo o especialista, da consolidação do acordo “um país, dois sistemas” (one country, two systems), estabelecido quando a península deixou o domínio britânico e foi re-anexada à China, há 25 anos.
“Isso garante, em termos práticos, elementos importantes para os negócios: contratos em inglês como língua oficial, liberdade de fluxo de capitais e o Hong Kong Dollar como moeda corrente. O resultado atual é a presença da cidade no topo de rankings de competitividade e liberdade econômica”, explicou o executivo da Invest Hong Kong.
Ele apontou oportunidades interessantes de investimentos alinhados à agenda ESG em Hong Kong e demais mercados asiáticos, especialmente no filão de impact investment.
“A China continental tem a ambiciosa meta de tornar-se carbon neutral até 2060, o que está ampliando os drivers para projetos nesse sentido, demandando financiamento”, concluiu.
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